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14/04/2017 às 18:31
PAIXÃO NACIONAL



A paixão nacional tomou outro rumo. Antes, dedicada ao carnaval, ao futebol, à cerveja, ao churrasco, ao cafezinho, ao arroz com feijão, entre outras paixões, hoje ela se traduz, majoritariamente, em torno do fim da corrupção. A paixão nacional agora é combater a corrupção, seja ela ativa ou passiva, de centro, de direita ou de esquerda. A paixão nacional é ver atrás das grades os pequenos, os médios e os grandes culpados pelos descaminhos morais da nação.
A vida é assim, cheia de surpresas. Um dia o homem comum vai à urna e elege aquele que poderia ser um legítimo representante dos interesses do povo. Passam-se os dias e a revelação da verdadeira personalidade do eleito é desastrosa. Em vez dos interesses coletivos, o “nobre” escolhido pelo voto popular adere aos interesses pessoais. O bolso fica maior que a competência, e a ganância, maior que o bolso. Os compromissos com os eleitores restam no esquecimento, e o mandato passa a ser um passaporte para o enriquecimento ilícito, custe o que custar.
A decepção do cidadão é imediata e cada vez maior. O seu candidato, tão gentil, cordato e insuspeito, transformou-se em um vilão da pior espécie. A esperança de que as figuras seriam outras, no panorama da sórdida política nacional, desmorona-se, jogando por terra os sonhos de consertar o que já estava irremediavelmente perdido. Tristeza dos normais, dos honestos, dos bons de coração. Alegria dos calhordas de plantão, que usam o manto do foro privilegiado para se protegerem do julgamento comum e regular. Mas a festa está no fim e a música tocada não é tão ao gosto dos apreciadores da tábula rasa, que se tornaram experientes na arte da demagogia e da enganação. Contudo, não se esqueçam que o julgamento popular é nas urnas.
De tanto sofrer e de tanto penar, os brasileiros mudam de paixão. A paixão nacional agora é outra: extirpar do seio da sociedade a epidemia da corrupção, os corruptos contaminados e os corruptores contaminantes.
As urnas estão sendo preparadas para as próximas eleições, e nelas, os enganados, os sacaneados, os traídos e os roubados darão o troco: não elegerão os corruptos nem os seus seguidores ou herdeiros de mesma índole criminosa.
A paixão nacional está mudando para melhor, sem, no entanto, os brasileiros desprezarem as paixões anteriores de satisfação e convivência sociais. O grande mote atual é redescobrir a importância da pátria moral e cívica, que entregue os direitos e as garantias aos cidadãos, independentemente das cores de suas bandeiras, de suas camisas ou de seus partidos. A nação é una. A nação é de todos. A nação é do povo. A nação é dos políticos que sabem servir ao povo e não se servirem do povo. A nação é do desenvolvimento e do progresso, mas também é da ordem e do respeito à cidadania.
Queiram ou não os inimigos da democracia, ela está instalada, definitivamente, para a incolumidade das instituições e em prol da população brasileira. Da mesma forma, a segurança jurídica está arregimentada nas leis e na Constituição da República, que, a rigor, podem ser reformadas, mas sempre no intuito de melhorar o intelecto e a qualidade de vida das pessoas.
A paixão nacional doravante é pelas investigações deflagradas contra os acusados de corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e apropriação indébita. A paixão nacional atual é pela apuração dos crimes, com punição severa dos desvios e devolução do dinheiro aos cofres públicos. A paixão nacional hoje é pelo fim da impunidade e pela condução dos criminosos ao encarceramento e ao cumprimento de penas, sem exceção.
Entretanto, a paixão nacional não pode se perder ou se deixar levar por extremismos. A lista de investigados do ministro do STF, Edson Fachin, coloca em xeque uma boa parte das lideranças politicas do país, à direita e à esquerda, e, por este motivo, não pode permitir que aventureiros da mesma estirpe tomem a dianteira e se aproveitem do caos político que descortina, além do desastre econômico e social já inaugurado. Todo cuidado é pouco. A democracia é intocável e não admite amadorismos nem aproveitadores.
A paixão nacional emergente é enterrar a corrupção e seus respectivos protagonistas. O grande desafio para o país é chegar a 2018 com a democracia intacta, com as novas eleições realizadas, e com soluções para a crise econômica, o desemprego, a inflação, os juros altos e o baixo poder de compra. Tudo isso, com a devida paixão nacional, mas sem permissão para atos repressivos, civis ou militares.
Wilson Campos (Advogado/Presidente da Comissão de Defesa da Cidadania e dos Interesses Coletivos da Sociedade, da OAB-MG/Especialista em Direito Tributário, Trabalhista e Ambiental).
AUTOR DO BLOG DIREITO DE OPINIÃO.
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Wilson Campos
Advogado.
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wilsoncampos.adv@gmail.com
WILSON FERREIRA CAMPOS.  
Advogado inscrito na OAB/MG.
 . Atuação nas áreas de Direito Tributário, Trabalhista, Cível e Ambiental.
 . Especialista com Pós-graduação em Direito Tributário, Trabalhista e Ambiental. 
 . Presidente da Comissão de Defesa da Cidadania e dos Interesses Coletivos da Sociedade, da OAB - MG.
 . Pesquisador e militante jurídico da Área do Direito Ambiental.
 . Advogado Titular do Escritório Jurídico WILSON CAMPOS Advocacia e Consultoria Jurídica. 
 . Endereço: Av. General Olímpio Mourão Filho nº 70, Bairro Planalto, BH/MG. CEP: 31720-200.
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               .  "Ubi non est justitia, ibi non potest esse jus". (Onde não há justiça, aí também não haverá direito). 
               .  "A estrutura do saber jurídico está justamente na capacidade de   suportar cargas de incongruências que, contrabalançadas pela harmonia do direito, resultam na edificação permanente da justiça". (Wilson Campos).
               .  "Para que haja progresso, faz-se necessária a ordem. E para que haja ordem, faz-se necessário o respeito ao povo". (Wilson Campos).
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               .  "A cidadania continua sendo o marco e a meta para uma sociedade que desejamos mais humana, mais solidária e mais respeitada nos seus interesses difusos e coletivos". (Wilson Campos).


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